https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/issue/feed REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA 2021-01-17T15:28:47-03:00 Peter May peterhmay@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A Revista Ibero-Americana de Economia Ecológica, REVIBEC, é a revista oficial da REDIBEC, e pretende tornar-se uma referência acadêmica, pelo alto nível científico de seus conteúdos e pelo interesse dos temas tratados, o que contribui para a consolidação da Economia ecológica como abordagem científica na região.</p> <p style="text-align: justify;">A Revista Ibero-Americana de Economia Ecológica, REVIBEC, é uma publicação da Rede Ibero-Americana, REDIBEC criada para publicar e disseminar obras originais de interesse para a região em termos de desenvolvimento e meio ambiente.</p> <p style="text-align: justify;">Paradoxalmente, o advento das novas tecnologias da informação não levou ao declínio esperado na desigualdade de acesso à informação científica. Pelo contrário, essas desigualdades foram exacerbadas, em parte graças ao papel das editoras, que privatizam as informações cuja geração não financiaram. Em resposta, o Ibero-American Journal of Ecological Economics junta-se a outras iniciativas que buscam democratizar o acesso ao conhecimento acadêmico de alto nível através de novas ferramentas informáticas.</p> <p style="text-align: justify;">Revista Indexada em Latindex, Economistas Online, revistas eletrônicas, DOAJ, RePEc, Dialnet, RACO, DDD e logo em IN-RECS.</p> <p style="text-align: justify;">ISSN: 2385-4650</p> https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-1 O desenvolvimento do PNAE nas escolas públicas do município de Santa Maria/RS: uma trajetória inacabada? 2020-07-28T12:15:47-03:00 Rita Inês Paetzhold Pauli rita.pauli@gmail.com Jéferson Réus da Silva Schulz jefersonschulz@gmail.com Bruna Tadielo Zajonz brunabtz@gmail.com <p>A alimentação saudável dos escolares vincula-se à produção agrícola sustentável e às políticas públicas capazes de garantir o acesso a esses alimentos. Essa pesquisa tem por objetivo explicitar a situação atual do desenvolvimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nas escolas públicas do município de Santa Maria/RS. Os pressupostos analíticos abrangem os elementos teóricos da agricultura sociológica e a abordagem da segurança alimentar e nutricional (SAN) e alguns elementos da sustentabilidade do setor agroalimentar, por meio de entrevistas semiestruturadas e da aplicação de questionários estruturados aos responsáveis pelas compras institucionais. Conclui-se que as alterações operadas na legislação do PNAE vêm permitindo o avanço na construção de arranjos institucionais por uma participação mais efetiva dos atores sociais envolvidos na operacionalização do programa. Houve melhoria na qualidade dos componentes da alimentação escolar, porém ainda ocorrem limitações quantitativas e de regulação. Ao menos uma parcela de cada produto utilizado na alimentação escolar provém da agricultura familiar, o que denota que no caso do município de Santa Maria/RS observa-se menor vulnerabilidade no processo das compras institucionais, porém, maior necessidade de ampliar o potencial produtivo da agricultura familiar para suprir quantitativamente a oferta de alimentos saudáveis às escolas. Nesse esforço, as compras institucionais do PNAE poderão atender melhor os pressupostos do programa, isto é, melhorar a alimentação escolar e contribuir para a almejada sustentabilidade agroalimentar e o desenvolvimento rural.</p> 2020-08-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-2 Reflexões sobre a mediação social da natureza 2020-04-05T12:48:53-03:00 Guido Galafassi ggalafassi@unq.edu.ar <p>A articulação sociedade-natureza é proposta aqui para entendê-la como mediação dialética. A mediação social é a forma de articulação entre os mundos físico-biológicos e o mundo humano (que dialeticamente inclui o primeiro), e é mediação uma vez que cada um deles, embora constituam a unidade diversa natureza-cultura / história, são configurados com base em premissas específicas e características exclusivas.</p> 2020-08-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-3 Extrativismo, colonialidade e violência no Peru 2020-08-19T14:00:31-03:00 Raquel Viviana Neyra Soupplet neyraraquel@gmail.com <p>As políticas neoliberais dos anos 90 do ex-presidente Fujimori multiplicam concessões de todos os tipos e provocam inúmeros conflitos socioambientais violentos que resultaram em muitas mortes e milhares de atingidas. Partimos da hipótese de que mudanças no metabolismo social e aumento da extração doméstica de materiais causam esses conflitos. Usamos informações do EJAtlas para ilustrar esses conflitos. À luz da teoria da “colonialidade do poder e do conhecimento” (Quijano 1992, Lander 2000, Grosfoguel, 2014) analisaremos as divisões de poder e trabalho herdadas da colônia e reafirmadas pelo poder crioulo que reforçam o racismo inerente à colonialidade. Veremos como esse racismo se construiu, como se perpetuou, como se construiu a colonialidade do saber, ou seja, o domínio das mentes para poder impor o racismo. Analisamos quais tipos de violência são utilizados contra a população que resiste à implantação de projetos extrativistas, quais alternativas os movimentos por justiça ambiental podem construir, reforçar a identidade e encontrar saídas para a colonialidade. Finalmente, veremos qual papel as mulheres desempenham nesta constelação de conflito.</p> 2020-10-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-4 Joan Martínez Alier – professor, referência acadêmica e ativista da economia ecológica e da ecologia política 2020-12-19T11:49:52-03:00 Mario Alejandro Perez Rincon mario.perez@correounivalle.edu.co Yimel Irasu García Padilla yi.comunicación@gmail.com <p>Joan Martínez-Alier é ativista, fundadora e promotora das ideias da Economia Ecológica em permanente articulação com a Ecologia Política. Ele também é o criador do conceito de Ambientalismo dos Pobres que destaca o papel das comunidades incluindo camponeses, pescadores, grupos étnicos, marginalizados das grandes cidades, mulheres e outras populações, na conservação ambiental. Ele também contribuiu para a criação da International Society for Ecological Economics (ISEE) e do Ecological Economics Journal. É também o criador e diretor da revista Ecología Política e um dos diretores do Atlas Global de Justiça Ambiental (www.ejatlas.org), que torna visível a resistência das populações e comunidades ao extrativismo e em geral ao desenvolvimento que gera grandes impactos ambientais e injustiças. Em reconhecimento a uma vida acadêmica, suas múltiplas publicações com as quais aprendemos, uma vida de luta, uma vida de compromisso com a natureza e as comunidades empobrecidas pelo desenvolvimento, prestamos a ele esta pequena homenagem expressa nesta biografia. as muitas outras homenagens e reconhecimentos que foram feitos a ele em sua vida.</p> 2020-12-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-5 O metabolismo econômico do minério de ferro no Brasil e na China: uma abordagem heterodoxa para a pegada ambiental usando a ótica dos subsistemas 2020-11-25T13:54:12-03:00 Leopoldo Costa Junior lcostajr@gmail.com <p>O objetivo desse artigo é considerar a abordagem dos setores verticalmente integrados no cálculo das pegadas ambientais. Para isso, apresenta-se o conceito de preço ecológico aplicado à análise de fluxo de materiais (MFA, <em>Material Flow Analysis</em>), fundamentado na ideia de subsistema sraffiano, para analisar o metabolismo econômico de duas economias, Brasil e China, no caso do minério de ferro. Após a análise do conceito tradicional de MFA e do equivalente de matérias, é apresentada a aplicação da integração vertical à economia ecológica, assim como a estratégia de análise para aplicação desse conceito usando a Eora26, uma matriz multirregional de insumo-produto. Os resultados obtidos, além de mostrar aspectos que a análise tradicional por setores não fornece, exemplificam como a ferramenta pode ser útil para a formulação das políticas públicas e para a mensuração de seus impactos. Limitações são apontadas e sugestões para extensão da pesquisa são feitas.</p> 2020-12-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-6 Metabolismo social: continuidades e rupturas do materialismo histórico 2020-12-18T17:56:49-03:00 Victoria D'hers victoriadhers@gmail.com Gonzalo Barrios García gonzaloebarriosgarcia@gmail.com Nicolás Veiguela Nicolás Veiguela nicoveiguela@gmail.com Matías Khoury matias.khoury87@gmail.com <p>Desde a década de 1960, a produção de conhecimento científico tem se empenhado em encontrar categorias de análise que vinculem seus objetos de estudo a diversos fatores ambientais, permitindo, assim, que a problemática seja abordada de forma social. Nos últimos anos, a categoria metabolismo social tornou-se referência quase obrigatória em grande número de trabalhos que buscaram problematizar a relação sociedade-natureza. Após uma recuperação das contribuições centrais do pensamento marxista sobre as quais o conceito foi levantado, este escrito faz uma análise das continuidades e rupturas no uso dessa categoria tanto metodológica quanto filosoficamente na produção e nas obras que se inscrevem a partir da economia ecológica. por José Manuel Naredo e da ecologia política por Víctor Manuel Toledo. Finalmente, concluímos que o uso do conceito deve manter ontologicamente a unidade sociedade-natureza, bem como dar conta do devir histórico material. Dessa forma, é possível destacar sua dimensão crítica ao analisar os conflitos socioambientais e os sujeitos envolvidos em torno do ciclo de acumulação de capital.</p> 2021-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-7 Benefícios associados ao uso de ecotécnicas nas comunidades rurais de Guanajuato, México 2021-01-17T15:28:47-03:00 Daniel Tagle Zamora datagle@yahoo.com.mx Aleida Azamar Alonso aazamar@correo.xoc.uam.mx <p>O objetivo deste artigo é identificar as percepções sociais sobre os benefícios associados à aplicação de ecotecnologias em domicílios com deficiência de serviços básicos em comunidades rurais do estado de Guanajuato. Foram abordados cinco municípios considerados prioritários para o atendimento da política social do governo desta mesma entidade no período 2012-2018. Os municípios nos quais o estudo foi realizado são: Apaseo el Alto, Comonfort, Pénjamo, San Felipe e Tierra Blanca. Utilizou-se a metodologia qualitativa, por meio de entrevistas em profundidade e observação não participante, o que possibilitou identificar os benefícios ocultos do uso diário das ecotécnicas nas residências rurais. Os resultados mostram que as casas equipadas com tecnologias ecológicas geram nos moradores uma percepção de melhoria nas condições de qualidade de vida. Por isso, o bem-estar intangível em saúde, meio ambiente, relações familiares e gestão do tempo estão associados ao uso de eco-técnicas, além de benefícios econômicos tangíveis. Conclui-se que a percepção social positiva facilita o suporte e a manutenção das eco-tecnologias para que continuem obtendo seus múltiplos benefícios.</p> 2021-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol33-1-8 Usos consuntivos da água em Minas Gerais: uma aplicação de matrizes híbridas de insumo-produto (2005-2016) 2020-12-19T15:53:02-03:00 Marco Paulo Vianna Franco marco.franco@fjp.mg.gov.br Carla Cristina Aguilar de Souza carla.aguilar@fjp.mg.gov.br Thiago Rafael Corrêa de Almeida thiago.almeida@fjp.mg.gov.br <p>O trabalho teve como objetivo avaliar a evolução dos usos consuntivos da água na economia do estado de Minas Gerais entre 2005 e 2016. Foi utilizado um modelo insumo-produto aberto de Leontief com unidades híbridas e incorporação de um setor hídrico, com base nas matrizes de insumo-produto estaduais de 2005, 2008, 2013 e 2016 e nos dados de retirada de água disponibilizados pela Agência Nacional de Águas. Os resultados mostram que houve redução dos requerimentos hídricos totais por setor e de forma agregada. Os destaques em termos de intensidade de retiradas, elos intersetoriais e/ou água virtual embutida nas exportações foram “agricultura, silvicultura e exploração florestal”, “indústria extrativa mineral”, “fabricação de alimentos”, “eletricidade, gás, água e limpeza urbana” e “metalurgia”. A agricultura, além de líder em retiradas de água em termos absolutos, apresentou os maiores impactos enquanto ofertante e demandante de produtos, os quais se tornaram maiores ao longo do período. O aumento da participação de grandes lavouras irrigadas, mais especificamente o plantio da cana-de-açúcar, foi levantado como hipótese que explicaria esses resultados e direcionaria políticas para a redução da pressão sobre os recursos hídricos estaduais.</p> 2021-02-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA