https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/issue/feed REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA 2020-06-20T00:00:00-03:00 Peter May peterhmay@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A Revista Ibero-Americana de Economia Ecológica, REVIBEC, é a revista oficial da REDIBEC, e pretende tornar-se uma referência acadêmica, pelo alto nível científico de seus conteúdos e pelo interesse dos temas tratados, o que contribui para a consolidação da Economia ecológica como abordagem científica na região.</p> <p style="text-align: justify;">A Revista Ibero-Americana de Economia Ecológica, REVIBEC, é uma publicação da Rede Ibero-Americana, REDIBEC criada para publicar e disseminar obras originais de interesse para a região em termos de desenvolvimento e meio ambiente.</p> <p style="text-align: justify;">Paradoxalmente, o advento das novas tecnologias da informação não levou ao declínio esperado na desigualdade de acesso à informação científica. Pelo contrário, essas desigualdades foram exacerbadas, em parte graças ao papel das editoras, que privatizam as informações cuja geração não financiaram. Em resposta, o Ibero-American Journal of Ecological Economics junta-se a outras iniciativas que buscam democratizar o acesso ao conhecimento acadêmico de alto nível através de novas ferramentas informáticas.</p> <p style="text-align: justify;">Revista Indexada em Latindex, Economistas Online, revistas eletrônicas, DOAJ, RePEc, Dialnet, RACO, DDD e logo em IN-RECS.</p> <p style="text-align: justify;">ISSN: 2385-4650</p> https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/158 Análise dos determinantes da sustentabilidade dos municípios do Estado de Mato Grosso 2020-02-22T00:06:40-03:00 Adonnay Martins Barbosa adonismartins1@hotmail.com Luís Otávio Bau Macedo luis_otavio@cpd.ufmt.br <p>O objetivo deste trabalho é analisar os fatores determinantes do desenvolvimento sustentável dos municípios do Estado de Mato Grosso. Para tanto, empregou-se como procedimentos metodológicos o Índice de Desenvolvimento Sustentável Municipal (IDSM) ajustado e a análise fatorial. Os resultados do IDSM ajustado demonstraram que nenhum município foi classificado em escala ideal de sustentabilidade, 2,84% alcançaram nível aceitável e 97,16% dos municípios obtiveram nível de alerta de sustentabilidade. A análise fatorial indicou que as variáveis são agrupadas em noves fatores, sendo que o fator “condições básicas de subsistência” foi responsável por 49,17% da variância amostral total. Esses resultados evidenciam que o estado de Mato Grosso, apesar da narrativa defendida pelas entidades do agronegócio, de ser uma “terra de oportunidades”, caracteriza-se por municípios com baixo nível de desenvolvimento sustentável, requerendo a priorização de políticas públicas voltadas à ampliação da oferta de serviços básicos, tais como saúde, educação e saneamento básico.</p> 2020-02-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol32-1-2 Perfil regional e setorial das emissões brasileiras de gases de efeito estufa entre 1990 e 2017 2020-03-05T22:38:31-03:00 Luiz Gustavo Fernandes Sereno luizgustavosereno@gmail.com Daniel Caixeta Andrade daniel.andrade@ufu.br <p>O presente trabalho buscou salientar as diferenças regionais das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil entre 1990 e 2017. A partir de uma análise descritiva dos dados de emissões de GEE em toneladas equivalentes de CO<sub>2</sub> GTP, observa-se uma redução nas emissões em nível nacional para todo o período, especificamente guiada pelo desempenho do setor de mudanças no uso da terra. Destaca-se a importância do desempenho deste setor para as regiões Norte (NO) e Centro-Oeste (CO), sobretudo entre 2004 e 2009. O Sudeste (SE) sobressai-se como a única região cujas emissões não se encontram predominantemente no setor de mudanças no uso da terra. Todavia, nesta região há forte crescimento no setor de energia relacionado às atividades de extração mineral. Há, ainda, tendência de homogeneização das emissões entre as regiões e os setores de emissão, muito embora o principal setor permaneça como sendo o de mudanças no uso da terra. Por fim, o trabalho alerta para uma reversão da tendência de níveis mais baixos de emissão com um enfraquecimento da legislação ambiental.</p> 2020-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol32-1-3 Desenvolvimento Humano Sustentável no Brasil: interação entre bem-estar social e saúde ambiental 2020-04-25T23:09:31-03:00 Renata Benício de Oliveira renatabenicio086@gmail.com Eliane Pinheiro de Sousa pinheiroeliane@hotmail.com <p>Embora o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) seja uma medida de referência para os governantes, auxiliando na construção e execução de políticas públicas, apresenta deficiências, já que não capta a sustentabilidade ambiental. Nessa perspectiva, este estudo objetiva mensurar o nível de desenvolvimento humano dos estados brasileiros mediante a incorporação da sustentabilidade ambiental, resultando no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Sustentável (IDHMS). Para tal, realizou-se uma média geométrica das dimensões tradicionais do IDHM (longevidade, educação e renda) com o Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), sendo que este último foi obtido por meio da análise fatorial pelo método dos componentes principais. Os resultados evidenciaram uma diferença expressiva entre o IDHM e do IDHMS, indicando que as unidades federativas estão promovendo o bem-estar social a um custo elevado sobre o meio ambiente, o que pode ser associado a um intenso desordenamento quanto ao uso dos recursos naturais.</p> 2020-04-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol32-1-4 Estado da arte da aplicação do método de transferência de benefícios na Argentina 2020-05-05T11:56:34-03:00 Miguel Sarmiento sarmientomiguel@yahoo.com Carlos Alberto Bruno ibrunoca@gmail.com <p>A valorização dos serviços ecossistêmicos é um elemento-chave na tomada de decisões sobre o uso ou conservação da natureza. Da diversidade de métodos disponíveis de avaliação econômica e ambiental, o MTB (Benefit Transfer Method) oferece a vantagem do baixo custo de aplicação, uma vez que se baseia em outros resultados de estudos de avaliação baseados em diferentes métodos em locais semelhantes aos do estudo. O objetivo do trabalho foi revisar os casos de aplicação do MTB na Argentina, pesquisando bancos de dados de publicações em revistas locais e internacionais, anais de conferências e edições de livros disponíveis na Internet e em formato físico. Uma metodologia de pesquisa histórica e exploratória foi aplicada do geral ao particular. Os resultados mostram que existem poucos estudos sobre a aplicação do MTB na Argentina, exceto por algumas citações do método em outras publicações. A aplicação do método é recomendada nos casos em que os custos da avaliação empírica são altos ou onde há documentação e resultados de outros métodos que podem ser usados ​​nesse método. No entanto, é necessário se proteger contra fatores que levem a questionar a aplicabilidade dos resultados em um contexto diferente do objeto do estudo.</p> 2020-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol32-1-6 A PEGADA ECOLÓGICA E A MANUTENÇÃO DO CAPITAL NATURAL: Limites para o crescimento econômico? 2020-06-05T01:35:59-03:00 Oz Iazdi ozsolon@gmail.com Fabiano Pedroso pfabianopedroso@uel.br <p>O Pensamento Econômico Ecológico pode ter sua origem datada do final do século XIX, solidificando-se como um paradigma científico organizado durante a segunda metade do século XX. Através de um entendimento de que a economia é um subsistema de um ecossistema local e global mais amplo, a Economia Ecológica (EE) postula que não é possível ignorar as características naturais e os aspectos biofísicos envolvidos nos fluxos e estoques dos recursos utilizados ou transacionados pelo homem. Diante desse contexto, o objetivo do artigo é duplo: primeiro, apresentar uma discussão teórica sobre a concepção da EE e do capital natural através da pegada ecológica, ressaltando tanto as contribuições desse indicador como as críticas realizadas a ele; segundo, realizar uma análise de correlação para alguns países da América do Sul a fim de levantar evidências sobre a hipótese de o padrão de crescimento econômico ser uma ameaça ao esgotamento do capital natural. Os resultados mostram que a EE se fundamenta sobre pressupostos antagônicos à economia neoclássica e que o crescimento dos países sul americanos apresentam uma correlação inversamente proporcional à manutenção do capital natural.</p> 2020-06-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/vol32-1-5 GOVERNANÇA DOS RECURSOS HÍDRICOS NA BACIA DO RIO JUNDIAÍ (SÃO PAULO): Desafios para uma governança integrada e adaptativa 2020-04-05T13:32:58-03:00 Bruno Puga bppuga@gmail.com Junior Ruiz Garcia jrgarcia1989@gmail.com Alexandre Gori Maia gori@eco.unicamp.br <p>A governança dos recursos hídricos é um desafio multidimensional e de grande complexidade uma vez que envolve diversas escalas, atores e interesses, e que experimentou profundas mudanças nas últimas décadas. No Brasil, o novo arcabouço institucional, regido pela Política Nacional de Recursos Hídricos, promoveu uma descentralização dos princípios da gestão integrada, objetivando uma gestão participativa e em múltiplas escalas e setores. Após duas décadas, este processo demonstra que ainda não está totalmente finalizado, com resultados mistos. Tal desafio tem sido amplificado, uma vez que as mudanças climáticas e a intensificação da ocorrência de eventos climáticos extremos afetarão de forma decisiva a forma como os recursos hídricos precisam ser gerenciados. Este artigo tem por objetivo realizar uma análise crítica da governança dos recursos hídricos da bacia do Rio Jundiaí (Brasil), tendo como ponto focal os desafios de coordenação e escala em sistemas multinível. A partir de um prisma institucional, a análise busca refletir sobre os gargalos e lacunas de governança que ainda persistem nos sistemas de governança dos recursos hídricos e de que forma os atores locais devem enfrentá-los.</p> 2020-06-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/39 CONTRIBUIÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA HEGEMONIA DE ATIVIDADE PÓS-EXTRACTIVA: Análise com ênfase do agronegócio na Argentina 2020-06-16T18:58:45-03:00 Juan Carlos Travela juancarlostravela@hotmail.com <p>Consolidação nas últimas décadas na América Latina de um modelo de desenvolvimento baseado na lógica extrativista (Gudynas, 2012), nos permite colocar em causa a existência futura da nossa sociedade por causa dos efeitos negativos resultantes sobre o meio ambiente.</p> <p>Assim, embora seja pós-fordismo o período em que os Estados avançado em relaxamentos, desregulamentações e minimização dos padrões ecológicos em termos de otimizar a sua posição na competição internacional (Hirsch, 1999), é durante o período pós-neoliberal que mantém e reafirma nossa região um modelo de desenvolvimento que implicou a reprimarização da economia (Svampa e Viale, 2014).</p> <p>Na mesma linha, Gudynas (2012) caracteriza este modelo como neo-extrativista, e afirma que só pode ser sustentada através de consenso sobre uma grande parte da sociedade, que ainda mantém em sua imaginação a idéia da região como o proprietário de grande riquezas naturais que devem ser intensamente exploradas.</p> <p>Por esta razão, tomando como modelo de consolidação análise caso do agronegócio na Argentina, o objetivo deste trabalho é gerar contribuições que nos permitem pensar em construir novos consensos onde as atividades econômicas estão subordinadas às suas chances de ser ambientalmente sustentável .</p> 2020-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA