Análise da eficiência da agricultura familiar agroecologista

Autores

  • Lúcio André de Oliveira Fernandes Departamento de Ciências Sociais Agrárias, Universidade Federal de Pelotas, Brasil
  • Unai Pascual Department of Land Economy, University of Cambridge, UK

Resumo

Este artigo é originário de um estudo realizado na região sul do Rio Grande do Sul comparando unidades de produção familiar que desenvolvem uma agricultura de base ecológica, apoiadas nos princípios da agroecologia e outras unidade similares que não o fazem, tendo como objetivo identificar indicadores de sustentabilidade para a agricultura familiar.
Para tanto foram realizadas entrevistas socioeconômicas com 20 famílias de agricultores agroecologistas e 64 famílias de agricultores não agroecologistas. Neste estudo os indicadores das dimensões social e ambiental mostraram-se favoráveis ao grupo de agricultores que adotava a agroecologia. Já os indicadores econômicos favoreceram ao grupo de agricultores não agroecológicos (convencionais). Para melhor entender esta última constatação o presente estudo busca estimar a eficiência econômica nas unidades produtivas destes dois grupos de agricultores. Na análise dos dados a técnica denominada stochastic production frontier (SPF) foi utilizada. Os resultados obtidos permitiram verificar que a opção das unidades familiares pela agroecologia, a maior escolaridade e maior número de pessoas na unidade familiar contribuíram para uma maior eficiência alocativa. Por outro lado, concorreram para uma menor eficiência alocativa a tomada de crédito, as rendas não agrícolas e aumento da área da propriedade.

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Publicado

2018-07-13