Mitos e Realidade do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Autores

  • Arturo Villavicencio

Resumo

Este artigo argumenta que as discussões sobre a contribuição de projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para o desenvolvimento sustentável contêm uma dose perigosa de mitos e percepções distantes da realidade e que distorcem os objetivos do próprio MDL. Os critérios propostos para avaliar a contribuição dos projetos de MDL para o desenvolvimento sustentável são explicitamente selecionados para satisfazer certos paradigmas e refletir um conjunto de idéias e valores que apontam em uma direção predeterminada, onde estratégias e respostas seguem a lógica das teorias que sustentar Essas idéias adquiriram o status de senso comum ou “sabedoria convencional” de tal forma que, aceitas como verdades universais, constroem o problema e prescrevem sua solução em um sentido predeterminado, enquanto legitimam a ação dos órgãos públicos e privados envolvidos. sobre o assunto Para que o MDL alcance seus objetivos de contribuir para o desenvolvimento sustentável, é necessário um reexame das ortodoxias convencionais que atualmente o envolvem. Sem uma avaliação cuidadosa dos atributos sob os quais os projetos são apresentados, existe o perigo de que o MDL se torne uma mera ferramenta de redução de custos para cumprir os compromissos dos países desenvolvidos; ferramenta justificada por benefícios incidentais que podem ou não ser consistentes com as prioridades dos países em desenvolvimento.

Publicado

2019-08-01

Como Citar

Villavicencio, A. (2019). Mitos e Realidade do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA, 1(1), 56–65. Recuperado de https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/345