Neoextrativismo e crise socioambiental no vale do Tapajós

a expansão da fronteira de exploração

Autores

Palavras-chave:

Neoextrativismo, Território usado, Acumulação primitiva, Zonas de sacrifício, Bacia do rio Tapajós, incorporação territorial

Resumo

Sustentados pelo reordenamento produtivo da globalização neoliberal e pela grande elevação no mercado internacional dos preços das “commodities”, Brasil e América Latina promovem, em anos recentes, forte incremento de suas cadeias agroextrativistas, permitindo expansão das fronteiras de exploração para territórios anteriormente preteridos pelo capital, combinando acumulação originária e por espoliação. Buscamos identificar a expansão das fronteiras da agroprodução e incorporação territorial na bacia rio Tapajós, avaliando algumas de suas consequências, à luz dos conceitos de território usado e neoextrativismo. Através de pesquisa bibliográfica e documental, evidenciou-se que os circuitos de exploração do neoextrativismo, ao expandirem-se às fronteiras da Amazônia Legal, promovem intrusão violenta sobre as terras de povos originários e camponeses ribeirinhos, desorganizando os usos tradicionais que fazem de seus territórios e promovendo um modelo de ocupação da terra que abre caminho para torná-lo uma zona de sacrifício.

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Publicado

2024-02-01

Como Citar

Neoextrativismo e crise socioambiental no vale do Tapajós: a expansão da fronteira de exploração. (2024). REVIBEC - Revista Iberoamericana De Economía Ecológica, 36(2), 1-18. https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/article/view/v36-2-1