Custos de Oportunidades de um Programa de Pagamento por Serviços Ambientais

  • Fabio Navarro Manfredini Universidade do Estado de São Paulo-UNESP
  • Manuel Enrique Gamero Guandique Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho"
  • Leandro Cardoso de Morais Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Palavras-chave: Recursos Hídricos, Valoração ambiental, Rio Pirajibu, Bacia Hidrográfica, Economia Verde

Resumo

O conceito de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) surgiu como um mecanismo potencial para proporcionar a conservação dos ecossistemas e a melhoria dos meios de subsistência ambiental dos prestadores de serviços e dos consumidores.

Foi realizada uma simulação do programa “Produtor de Água” à bacia hidrográfica do rio Pirajibu e propostos quatro cenários com práticas de conservação de solo para áreas cobertas com pastagem. Determinou-se, através da estimativa do custo de oportunidade, o Valor de Referência (VRE) para o PSA. O pior cenário de abatimento de erosão seria com o uso de pastagem recuperada por subsolagem, correção da acidez ou adubação, podendo apresentar um PAE no valor mínimo de 25%.

Os melhores cenários estão enquadrados na pastagem recuperada com conservação de solo (barraginhas ou terraços, utilizando simultaneamente as práticas mecânicas e vegetativas) e na recuperação da vegetação nativa. Nesses casos, o PAE poderá ser maio que 75%.

O investimento na bacia varia conforme as práticas de conservação do solo utilizadas. No caso de todas as propriedades cobertas com pastagem aderirem ao programa a remuneração total iria variar de R$ 238.566,15/ano (pastagem recuperada – subsolagem) a R$ 954.264,60/ ano (recuperação de vegetação nativa).

Publicado
2019-06-05